sábado, 15 de novembro de 2008

JUSTIFICATIVA!!!


Sempre fui uma apaixonada pela África, sua história, arte, literatura,..., para perfilar meu encanto, tive a descendência plenária de meus avós paternos e a cumplicidade inerente a peculiaridade histórica do lugar onde nasci e fui criada (Macapá – AP). Desde os 10 anos de idade estudo, leio, persigo tudo e todos os apontamentos que me levem e me conduzam a África.


Foi em uma das festivas noites de novembro em que encontrava - me completamente envolvida pelo tenaz canoro das vozes dos senhores e senhoras de pele de ébano entoando suas cantigas de marabaixo[1] durante o Encontro dos Tambores[2], que entrementes senti a necessidade de um dia com asserção explicitar a miríade do legado deixado a nós brasileiros por nossa terra mátria, a África, que ainda hoje não é tangível por nossos conhecimentos. Eis aqui a concretização de um de meus passos.

O Alma da África tem como objetivo despertar o interesse da população para a questão histórica e cultural do continente africano dentro do Brasil e aflorar nas pessoas o interesse pela integração da temática ao corpo docente de escolas primárias, ensino fundamental e ensino médio no aprendizado da história Afro – Brasileira e da África propriamente dita.

Dentro do apotamento do blog, também terei o prazer de explorar e explanar sobre a arquitetura nativa ou vernacular, é claro, tenho que puxar uma sardinha para meu lado, e como uma boa arquiteta, não poderia deixar essa lacula. Evidencia-se a arquitetura orgânica que remete a junção do rústivco ao clássico do bruto ao delicado em uma harmônia perfeita de tons, cores, materias alternativos e as mãos mágicas dos nativos africanos, que junta a forma primitiva nos ambiente circulares, a utilização de tijolos maciços aparentes e a simbologia e iconografia que foge completamente dos com todo respeito taxativos icones já conhecidos e inclusive motivo para a torção de muitos narizes.

Eis aqui o Alma da África!

[1] Ritmo pertencente ao folclore afro – amapaense.
[2] Evento realizado na semana da consciência negra no mês de novembro no Centro de Cultura Negra do Amapá.